terça-feira, 12 de outubro de 2010

#imagemnação #5



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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Eu disse

Eu disse. Eu disse a você que eu tinha um amor, quem foi que mandou você me desejar? Você sabe...Também adorei o que você gostou e continuo dizendo que a gente podia até continuar.

Mas só que você só me quer pra você e só com você eu não posso ficar, porque minha outra metade na certa vai me procurar. É que esse amor é daqueles pra vida inteira, daqueles difíceis de achar e impossível de perder? Pois é, ela me completa.

Mas você também. Esse seu beijo que me deixa louco, tua pele que não pode tocar a minha que já faz com que eu perca o controle e toda noção de certo e errado. O que a gente tem também é difícil de achar. E eu digo “a gente” porque eu sei que você se sente da mesma forma. Só você querer. Eu quero também. Como com nenhuma outra.

Então por favor, não me julgue ou me odeie. A vida quis assim. Não pedi por ela, nem por você. Mas eu tenho as duas e nada me apavora mais que a idéia de perder uma que seja. Não me faça escolher, não abra mão do que existe entre nós. Porque você sabe que se me fizer escolher, na verdade, já estará fazendo a escolha por mim. A vida é tão curta e sem sentido pra desperdiçarmos o que realmente vale à pena, o que nos faz bem... Pensa um pouco, pensa em todas as coisas que ainda temos pra viver e não vá.

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baseado em Abuso de Poder - Jorge Aragão

domingo, 19 de setembro de 2010

#imagemnação #4




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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Isso que é crise da razão

Caso 1: Pessoa reclama que não acha alguém que queira algo sério e quando tá meio enrolada, mente pra ir solteira num show.

Caso 2: Pessoa diz que odeia gente que fala mal dos outros e me vem com um: "que saia horrível a dela!”

Caso 3: Pessoa vive dizendo que tem alergia a fumaça de cigarro e se apaixona por outra que fuma todos os dias.

Então dá pra saber como as pessoas são pelo que elas dizem? Acho que não.Mas não acuso ninguém.

Tenho uma teoria sobre isso. Vai ver palavras e atitudes se desencontram tanto, não por falta de caráter (se bem que pode até ser isso mesmo, vai saber). É só que nada é estático. As pessoas interagem umas com as outras todos os dias, emitindo opiniões, criando conceitos.

Não seria algo tão incompreensível dizer algo hoje e não acreditar mais nisso um tempo depois.

Outra coisa que pensei, foi que às vezes as pessoas falam coisas, não sobre elas, mas sobre como elas gostariam de ser. Como se verbalizar algo, faça com que se torne real.

Sem falar na impulsividade. Alguém até é centrado e calmo como diz ser, mas um acontecimento pode desestruturá-lo emocionalmente e aí ele "perde a razão" ou "sai de si" chamem como for ele age impulsivamente motivado pela emoção.

Ou pode todo mundo ser hipócrita mesmo. Prefiro pensar que não.

Acho que vou pintar o cabelo... Beijos

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

domingo, 5 de setembro de 2010

Por favor, devolva as cores que você roubou

Acho que a ligação caiu. Liguei de novo, só pra dá boa noite e dormir tranquila. Estava tudo tão bem entre a gente...Estranho, o telefone chamou mais de duas vezes, três, quatro...Desliguei meio confusa. Isso significava que você tinha desligado?

Mas...Tudo bem, o que quer que fosse, o melhor seria deixar passar, provavelmente pela manhã você já estaria melhor e me diria o que tinha acontecido.

Eu esperei. Você passou o dia inteiro em silêncio. No decorrer das horas, fui ficando preocupada. Me peguei recapitulando a nossa última conversa várias vezes, procurando algo que justificasse sua atitude. Nada fazia muito sentido. Foi por que eu fiz charminho na hora de desligar? Por que eu tava meio dramática? Mesmo assim não justificaria, nós dois éramos meio dramáticos às vezes.

Do meio-dia em diante, eu mal conseguia me concentrar em outra coisa. Eu queria ligar, eu queria entender. Passei a aceitar a ideia que pra você já não valia a pena. Direito seu, mas...Por que? Você me devia, no mínimo, uma explicação qualquer.

Foi quando a noite chegou que eu mudei de ideia. Não queria ouvir uma explicação qualquer. O que você dissesse não mudaria nada. Você não queria mais, era simples. Esquematizar justificativas não faria diferença. Então eu resolvi ligar só para acabar de vez com minha angústia.Porque só as palavras podem ser reticentes, casos de amor não. Não pra mim.

Acontece que só me dá o gelo e deixar que eu percebesse o fim por mim mesma não era suficiente, você teve que me ignorar também. Espera, mas...Isso não é justo. Eu liguei de novo. Não consegui acreditar que você realmente me ignorava.Você não tinha mesmo o mínimo de consideração por mim ou pelo que tínhamos vivido? Cada vez que chamava eu me revoltava mais.

Resolvi ir dormir, tentei sem sucesso. Chorei a noite inteira. Sentia raiva de mim por ter ligado. Sentia raiva de ti por não ter atendido. Me entristeceu demais você ter escolhido terminar dessa forma. Botei na minha cabeça que não terminaria assim, sem fim.

Se tem algo que realmente me incomoda são coisas inacabadas ou mal resolvidas. Durante toda minha vida, situações assim voltavam para me assombrar vez ou outra. Como um fantasma que precisa acabar algo que deixou em aberto para poder seguir seu caminho.

Encontraria você o mais rápido possível e não pediria explicações ou faria acusações. Simplesmente diria que não podia permitir que terminasse como você queria. Diria adeus e pegaria meu coração de volta.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

#imagemnação



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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

#imagemnação



fonte: www.weheartit.com

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Olá pessoas, resolvi criar um quadro aqui no blog com algumas imagens que eu acho aqui e ali. Não se preocupem, colocarei os créditos. Resolvi nomear fazendo uma junção das palavras imagem e imaginação porque é como eu pretendo usar esse espaço. Coloquei como tag de twitter também fazendo uma homenagem a esse meu mais novo vício que, assim como os outros, passará. Espero que consiga fazer o quadro semanalmente, mas pensarei a respeito. Já que os textos são quinzenais em sua maioria, teoricamente teria mais imagens que textos, o que faria muito mal ao meu TOC de equilíbrio...

Thank you for your time :)

domingo, 1 de agosto de 2010

Diário de Angústias

Ela tava subindo a escada, sem pressa. Agora acreditava quando diziam que estava precisando se exercitar. Depois de dois lances de escada, quase não tinha mais fôlego. Começou a lembrar das vezes que se matriculou na academia e perdia o ânimo no primeiro mês... Droga, aquele prédio sem elevador idiota tinha feito ela se sentir uma pessoa desmotivada e preguiçosa, quanta injustiça, ela fora ali por livre e espontânea vontade.

Bem que ali podia ter um elevador mesmo, tinha mais três lances pela frente.

Ideia absurda essa de ir ali, agora pensava em suor e academia e já nem sabia o que dizer quando chegasse. "Achei que você precisava de ajuda e vim tentar ajudá-la?" Não era algo comum e, provavelmente, a garota nem ia dar importância, o que a deixaria com uma cara de boba no meio daquele prédio sem elevador. Parou pra respirar fundo enquanto alguém passou por ela com um cumprimento, ela respondeu, mas não sem esforço. Definitivamente ideia absurda.

Pra não desistir, e já que estava quase chegando mesmo, tentou lembrar o dia em que teve a tal ideia. Não chovia, nem fazia Sol. Uma amiga do tempo da faculdade resolveu visitá-la. Ela era uma das poucas que ainda mantinha algum contato, lembrava que na época elas nem eram tão próximas, mas depois se tornaram muito amigas. Naquela tarde, sua amiga resolveu levar a filha. A garota era muito calada, tinha entre 12 e 15 anos e um ar de revolta, talvez pela idade, talvez porque não quisesse estar ali. Observando-a entre um diálogo e outro com a amiga, ela percebeu que, além do ar de revolta, a garota parecia inquieta, angustiada. E, como num estalo, aquilo a fez lembrar-se dela mesma.

Era a caçula de três irmãs, a mãe já não tinha paciência pra sentar e conversar sobre os conflitos e inseguranças tão comuns quando se entra em certa fase da vida. As irmãs, coitadas, tinham até mais inseguranças pra compartilhar que ela e não davam a mínima para ninguém além delas próprias. Elas hoje eram estruturalmente felizes: casadas e com filhos. Não tinha ninguém pra conversar, pra ajudá-la a compreender como as coisas funcionavam como não funcionavam ou como deviam funcionar.

Olhar a filha da sua amiga, foi como olhar um espelho de 20 anos atrás. Talvez algo no olhar... Sabia que sua amiga era uma boa mãe. Tecnicamente. Dava casa, comida, estudos, lazer. Sabia também que não dava conselhos, ombro amigo, voz ou vez.

Parou em frente à porta e tocou a campainha, se não tivesse subido aquilo tudo devagar, estaria ofegante agora. Coincidência ou não, foi a garota que abriu a porta. Depois de um sorriso amarelo, a menina resolveu convidá-la a entrar, mas avisou que a mãe não estava.

- Isso pode parecer estranho, mas eu vim aqui falar com você mesmo. – ela tentou parecer o mais natural possível e, de fato, agora se sentia mais segura pra conversar com a outra. Como a menina ficou sem entender e até meio desconfiada, resolveu continuar. Começaria pelo começo. Falou do dia da visita e resolveu ser franca, tendo cuidado pra não se meter na vida da garota.

"Como eu falei, não quero me meter na sua vida e nem estou dizendo que te conheço só porque já tive a sua idade" respirei, porque a gente sempre respira antes de um 'mas' "mas só que teve uma época da minha vida, da qual me recordo bem justamente por ter sido um marco importante, em que parecia que tinha muita coisa na minha cabeça, que eu não aguentava ficar com todos aqueles pensamentos, todos os dias. O tempo todo. Era angustiante e não era o tipo de coisa que eu queria conversar com alguém, não queria que alguém ouvisse e respondesse. Ao mesmo tempo eu queria falar...Daí eu comecei a colocar no papel um dia e a medida que eu escrevia, ia analisando melhor as coisas, como se visse por outro ângulo?"

A garota balançou a cabeça positivamente "Você percebeu certo, eu tava meio presa em mim mesma, mas nunca pensei que escrever ajudasse. Na verdade, sempre pensei nisso de 'diário de angústias' como algo sem propósito. Você falando consigo? Não parece muito útil" e ela deu de ombros. Nossa, ela não percebeu o que acabou de dizer? "É exatamente isso, Lúcia. Conversar com você mesmo. Pelo menos pra mim, escrever além de fazer com que eu observe melhor a situação, às vezes serve pra exorcizar mágoas. Como as pessoas costumam dizer: tira um peso das costas. Por achar que talvez funcione com você, como funcionou pra mim, resolvi trazer isso" Então ela estendeu o caderno de capa marrom pra Lúcia. "Se você achar que é perda de tempo, tudo bem. Mas tente uma vez pra decidir".

Lúcia sorriu, agradeceu por ela se importar, perguntou se ela queria ficar mais, a outra disse que não podia e foi embora.

domingo, 18 de julho de 2010

Desabafo

“Todo mundo vai te fazer sofrer, cabe a você escolher por quem vale à pena”

Quando eu era mais nova vi muita gente chorar, pessoas que partiam seus próprios corações.Eu assistia aquilo prometendo a mim mesma que nunca deixaria acontecer comigo.Mas eu sabia que chegaria o dia em que eu não conseguiria evitar.

A regra era pular fora quando me apaixonasse, porque talvez eu soubesse que o amor nunca dura e temos que arranjar outros meios de seguir em frente.E eu vivia assim, mantendo uma distância confortável.Eu tinha jurado a mim mesma que estava contente com a solidão.Só que toda regra tem uma exceção.Você foi minha exceção porque eu achei que com você tudo isso valia o risco.Eu acreditei por um tempo.

Eu vi a dor em você e pedi que a dividisse comigo, depois nós veríamos se doía pela metade, mas você não quis.Esqueça.DR pós-relação não faz sentido.Desculpa por te acusar.Eu te desculpo pelas vezes em que me acusaste.Tudo bem?

Talvez alguém entenda esse desabafo completamente fora dos padrões desse blog. Talvez nem esse alguém entenda de verdade.Pensando bem, eu não quero que ninguém leia isso aqui.

Mas eu realmente respiro melhor depois de botar tudo aqui.Ou quase tudo.

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Só a título de direitos e blábláblá, sim, aqui tem trechos das músicas The Only Exception e Lay It Down Slow.